quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FIAP Robocup 2009

Quero compartilhar como são as coisas dentro de uma faculdade renomada como a FIAP. Como as coisas são manipuladas e como ninguem pode nada quando gente que tem o poder não se agiliza com transparência.
Temos uma competição na faculdade, que se chama Robocup. Esse evento funciona como um instrumento de integração entre as turmas do primeiro ano do curso de Sistemas de Informação. Entendo que também serve como ferramenta de aplicação para o conteúdo do curso. Acho uma ótima iniciativa, e entendo que realmente funciona. Por outro lado, não deixa de ser uma competição, e como tal, todos os participantes procuram vislumbrar, dentro das regras da competição, obter vantagens competitivas em relação a seus concorrentes. Isso vem desde o primeiro dia que entendemos que participaríamos da competição, que também não tem como dizer que não quero participar, porque conta nota para a média final, e toda a estratégia de nossa equipe está baseada nas regulamentações e nas regras que foram estipuladas antes do início dos preparativos para a competição. É responsabilidade dos organizadores do projeto, zelarem pela qualidade e pela integridade do evento, e isso vai desde manter intacto o que foi acordado antes do começo, seguir com as regras até o fim, bem como viabilizar os meios para que nós possamos desenvolver nossas atividades, com o objetivo de atingir as metas da competição. Pois bem, mas os organizadores não o conseguiram ...
Agora em Setembro de 2009, recebo a informação de que as regras foram alteradas, para beneficiar um grupo de pessoas, e vejam que aqui não estou entrando no mérito de qual grupo é maior ou menor, qual grupo é maioria ou minoria, estou comentando o fato de que a alteração das regras beneficiou um grupo de alunos, que se sentiram lesados pela manutenção da regra do ano anterior. A regra diz respeito ao modo de ativação da arma durante o combate. Inicialmente, a arma deveria ser ativada no momento do toque no adversário. Não era permitido que um robô pudésse ativar sua arma encostando na arena que fica em volta do combate, por exemplo. Segundo o professor de Eletrônica Digital do primeiro ano de Sistemas de Informação, que aqui vou chamar carinhosamente de Eureka, uma comissão decidiu, baseado em sugestões que foram recebidas pelo coordenador do curso durante o mÊs de Julho, mudar as regras, permitindo que os robôs pudéssem armar suas armas antes do contato com o adversário, bastando o sensor encostar na arena, e a arma fosse ativada. Segundo o professor Eureka, um grande volume de pessoas sugeriu essa mudança e, ainda segundo o professor Eureka, uma 'comissão' decidiu levar em consideração as sugestões dos alunos, prezando pela maioria, do ponto de vista de gestão, esquecendo a integridade do evento, esquecendo as estratégias competitivas, esquecendo o projeto da 'minoria', e jogando no lixo a credibilidade da competição.
Este caso foi reportado para um professor da faculdade, que também dá aula para a turma de Sistemas de Informação, em curso semelhante. Após reportarmos que a decisão iria para uma comissão, ele afirmou: "Os membros dessa comissão são o professor Eureka, o professor Eureka, e o professor Eureka." ! Isso mesmo ! A comissão é o professor Eureka !Contestado sobre quem fazia parte das comissões, onde estariam as atas, o nome dos alunos relacionados ao pedido de mudança no regulamento da competição, o documento com as assinaturas, os tópicos discutidos na reunião da comissão, o professor Eureka simplesmente diz: "Eu falei durante aula e você não estava presente.". Não existe uma canal transparente para a divulgação dessas informações. É ele quem decide ! A "Comissão Professor Eureka"
Eu entendo que os organizadores, com essa atitude, transformaram uma competição, ora tida como profissional, agregadora, de méritos e experiências, numa competição amadora, mal organizada, com bases suscetíveis e que não preza pela integridade, idoneidade e transparência.

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